ExpansãoDstelecom10 de outubro de 2026

Projeto 5G.Connect quer transformar conectividade em desenvolvimento no interior norte

O projeto 5G.Connect, liderado pela dstelecom em parceria com a NOS, prevê investir cerca de 10 milhões de euros na instalação de 25 antenas 5G em 45 municípios do Norte. A iniciativa, cofinanciada em 75% pela União Europeia, foi apresentada em Carrazeda de Ansiães e deve estar concluída no final de 2028.

O projeto europeu 5G.Connect, liderado pela operadora grossista dstelecom em parceria com a NOS, foi apresentado esta quinta-feira no Auditório Municipal de Carrazeda de Ansiães, com o objetivo de reforçar a conectividade nas zonas do interior norte ainda mal servidas em termos tecnológicos, através da melhoria da cobertura móvel de quinta geração em 45 municípios.

A iniciativa, com um investimento de cerca de 10 milhões de euros, prevê a instalação de 25 antenas de modelo aberto "Gigabit Neutral Host", com raio de alcance individual de três a quatro quilómetros. Segundo a dstelecom, a cobertura deve melhorar entre 25% e 50% nas zonas de sombra de quatro Comunidades Intermunicipais: Douro, Alto Tâmega e Barroso, Tâmega e Sousa e Terras de Trás-os-Montes.

O consórcio integra, além da dstelecom e da NOS, as empresas Innovation Point/MOSAIC – dstgroup e IrRADIARE, responsáveis pela componente de inovação e desenvolvimento estratégico, e a Comunidade Intermunicipal do Douro, que representa o setor público. O projeto é financiado em 75% pelo Mecanismo Interligar a Europa da União Europeia, cabendo o restante às empresas envolvidas.

"O objetivo é levar a conectividade digital a regiões de baixa densidade populacional", afirmou Ricardo Henriques, gestor do projeto 5G.Connect, em declarações à Lusa. O responsável sublinhou que as capitais de distrito já estão bem servidas em cobertura 5G e que o foco assenta nas populações mais isoladas e dispersas, tendo em conta a orografia do território.

Para além da cobertura móvel, o projeto contempla serviços digitais financiados pelos municípios nas áreas da ação climática, proteção civil, património e ação social, incluindo deteção precoce de incêndios, monitorização remota de idosos com teleconsultas, gestão de mobilidade, comunidades de energia renovável e réplicas digitais de edifícios. Está também prevista cobertura 5G ao longo do rio Douro, via navegável que recebe mais de um milhão de turistas por ano, segundo o responsável do projeto.

Os trabalhos já arrancaram, com reuniões com os municípios, e prevê-se que no início do próximo ano comece a instalação das antenas, da operadora NOS, com a rede 5G disponível no final de 2028.

Porque importa

O projeto aborda um défice concreto de cobertura numa região marcada por baixa densidade populacional e por um relevo exigente, onde o sinal falha com frequência. Para além da ligação móvel, a aposta em serviços digitais locais — da proteção civil ao apoio social — procura traduzir a conectividade em ganhos económicos e sociais para populações hoje isoladas.

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