DBRS sobe a classificação do Millennium bcp para «A»
A Morningstar DBRS anunciou nesta segunda-feira a revisão em alta dos ratings de crédito do Banco Comercial Português, subindo o Rating de Emitente de Longo Prazo para «A». A agência atribui a decisão à rentabilidade forte e resiliente do grupo nos últimos anos.
A DBRS Ratings GmbH (Morningstar DBRS) anunciou nesta segunda-feira que reviu em alta os ratings de crédito do Banco Comercial Português, S.A. (BCP), tendo o Rating de Emitente de Longo Prazo passado para «A», face a «A (menos)», de acordo com a notícia. A notação de crédito dos Depósitos de Longo Prazo subiu também para «A (+)», face a "A", um nível acima da Avaliação Intrínseca — revisão que reflete o enquadramento jurídico em Portugal, o qual confere aos depositantes preferência integral nos processos de insolvência e resolução bancária.
A mesma agência confirmou o Rating de Emitente de Curto Prazo e a notação dos Depósitos de Curto Prazo do BCP em "R-1". Segundo os analistas, citados na notícia, a subida "reflete a rentabilidade forte e resiliente do Grupo nos últimos anos", sustentada por crescimento sólido do crédito, margem financeira elevada, custos operacionais bem controlados e custo do risco moderado.
A Morningstar DBRS considera que o grupo está bem posicionado para manter os atuais níveis de rentabilidade, apoiado na resiliência da economia e do mercado de trabalho portugueses, na continuidade do crescimento do crédito, num enquadramento favorável das taxas de juro e na disciplina de custos. Os ratings incorporam ainda a melhoria contínua da qualidade dos ativos, a forte capitalização — com margens significativas face aos requisitos regulamentares mínimos — e um sólido perfil de financiamento e liquidez.
No primeiro semestre de 2026, o resultado líquido do BCP aumentou 12,7% em termos homólogos, para 566,1 milhões de euros, segundo a DBRS, com Portugal a representar 83% do resultado líquido do grupo. Com ativos totais de 114,8 mil milhões de euros no final de junho de 2026, o BCP é o maior grupo bancário privado de Portugal e tem presença na Polónia, Moçambique, Angola e Macau — as atividades internacionais representavam cerca de 35% dos ativos consolidados.
Porque importa
A subida de rating coloca o BCP numa categoria superior no que respeita à solvência percebida pelos mercados, o que pode traduzir-se em condições mais favoráveis de financiamento. A decisão de uma agência de referência como a Morningstar DBRS reforça a leitura de que o perfil de risco do banco melhorou de forma significativa na última década. Para o setor bancário português, serve ainda de referência ao confirmar a resiliência dos resultados nacionais face a um contexto macroeconómico mundial desafiante.